Vitamina K: benefícios, funções no corpo e quando suplementar?
Dr. Márcio de Queiroz Elias Publicado em: 25/09/2024 - Atualizado em: 20/03/2026Descubra o que é vitamina K, para que serve no organismo e quais alimentos incluir na dieta para garantir bons níveis desse nutriente.
Você já se perguntou por que um pequeno corte na pele para de sangrar depois de alguns minutos? Pois saiba que a responsável por essa proteção é vitamina K, um nutriente indispensável para o equilíbrio do organismo: a vitamina K 1.
Embora não seja tão comentada quanto as vitaminas C ou D, a vitamina K participa diretamente da coagulação sanguínea e de processos ligados à saúde dos ossos e do coração 1.
O curioso é que o próprio nome da vitamina revela sua principal função: o “K” vem de koagulation, palavra alemã que significa coagulação. Mas limitar esse nutriente apenas a essa função seria simplificar demais seu papel no organismo 1,2.
Neste conteúdo, entenda para que serve essa vitamina, quais são suas principais fontes na alimentação e o que pode acontecer em casos de deficiência.
Continue a leitura e saiba mais!
Resumo
- A vitamina K é um micronutriente essencial e lipossolúvel, obtida principalmente pela alimentação e armazenada no fígado 1.
- Incluir alimentos com vitamina K na dieta é fundamental para evitar a deficiência do nutriente, que participa da coagulação do sangue, contribui para a saúde óssea e protege as artérias e o coração 2.
- A diferença entre K1 e K2 é que a primeira, filoquinona, está presente em vegetais folhosos verdes, enquanto a segunda, menaquinona, é encontrada em alimentos de origem animal e fermentados 2.
- Os efeitos da falta de vitamina K incluem hematomas, sangramentos prolongados, icterícia, convulsões e aumento do risco de osteoporose e problemas cardiovasculares 9.
Conteúdos relacionados
- Vitamina B12 alta: valores normais + riscos do excesso
- Vitamina C: o que é e para que serve? Veja 6 benefícios
- Vitamina D 50.000 UI: como usar e quais os benefícios?
O que é vitamina K?
É um micronutriente essencial e lipossolúvel, ou seja, que se dissolve em gordura e provém apenas da alimentação, já que o corpo não o produz em quantidades suficientes. Seu armazenamento ocorre principalmente no fígado, mas também está presente no cérebro, no coração, no pâncreas e nos ossos 1.
A vitamina se decompõe rapidamente e é excretada na urina ou nas fezes. Assim, raramente atinge níveis tóxicos no organismo, mesmo com altas ingestões, como pode ocorrer com outras vitaminas lipossolúveis 1.
As principais fontes são os vegetais de folhas verde-escuras, como couve, brócolis e espinafre, e frutas, como uva, morango e kiwi 1.
Porém, é possível obter o nutriente por meio de um suplemento alimentar em comprimido ou cápsula. Nesses casos, o acompanhamento médico ou de um nutricionista é fundamental 1.
Quais são os tipos de vitamina K?
Existem dois tipos principais 2:
- K1 (filoquinona): é a forma mais comum, encontrada em alimentos de origem vegetal, especialmente nas folhas verde-escuras, como rúcula, acelga e agrião;
- K2 (menaquinona): menos frequente, está presente em alimentos de origem animal e em produtos fermentados, como gema de ovo, queijos e natô.
Ambos os tipos são indispensáveis para a saúde. A K1 participa da produção de proteínas essenciais para a coagulação sanguínea e para a formação óssea 2.
A protrombina é uma das proteínas-chave no processo de coagulação, e a osteocalcina contribui para a manutenção de ossos fortes e saudáveis 2.
Já a K2 é produzida no intestino por bactérias, por meio da conversão da K1, para auxiliar na respiração anaeróbica 2.
Sem a vitamina, o fígado não consegue sintetizar os fatores de coagulação, o que impediria o sangue de coagular corretamente. Ou seja, estancar sangramentos e reparar tecidos lesionados para evitar a perda excessiva de sangue 2.
Existe vitamina K3?
Sim, porém a K3 se refere a um tipo sintético de vitamina, também chamada de menadiona. Esse nutriente interage com a glutationa (antioxidante), o que causa toxicidade em animais. Por esse motivo, essa variação não é mais uma opção viável no tratamento da deficiência do nutriente 2.
Qual a diferença entre K1 e K2?
A vitamina K1 (filoquinona) está presente principalmente em vegetais de folhas verdes e participa da produção de proteínas ligadas à coagulação do sangue e à formação óssea. Já a vitamina K2 (menaquinona) aparece em alimentos de origem animal e fermentados e auxilia no metabolismo do cálcio e na saúde cardiovascular 2.
Agora que você entendeu as principais diferenças entre K1 e K2, siga a leitura para saber qual a quantidade ideal de consumo diário.
Leia também: Guia completo das vitaminas: fique de olho na sua saúde!
Qual a quantidade diária recomendada?
A ingestão recomendada da vitamina varia conforme a idade e o estágio de vida. Confira os valores de referência em microgramas por dia (mcg/dia) 8.
|
Faixa etária |
Valores recomendados (mcg/dia) |
|
Bebês 0 a 6 meses |
2,0 mcg |
|
Bebês 7 a 12 meses |
2,5 mcg |
|
Crianças 1 a 3 anos |
30 mcg |
|
Crianças 4 a 8 anos |
55 mcg |
|
Crianças 9 a 13 anos |
60 mcg |
|
Adolescentes 14 a 18 anos (homens e mulheres) |
75 mcg |
|
Homens 19 anos ou mais |
120 mcg |
|
Mulheres 19 anos ou mais |
90 mcg |
|
Gestantes e lactantes (a partir de 19 anos) |
90 mcg |
Uma dieta variada, com vegetais, legumes, carnes e frutas, é suficiente para atingir essas quantidades e garantir que o corpo tenha o nutriente para desempenhar suas funções 8.
Agora que você sabe o que é esse nutriente, conhece as diferenças entre K1 e K2 e o volume de consumo diário, explicaremos em detalhes as funções e sua atuação no organismo.
Para que serve a vitamina K?
As principais funções dessa vitamina no organismo estão relacionadas à coagulação do sangue e cicatrização, à absorção do cálcio, à saúde dos ossos, do coração e das artérias, à regulação do crescimento celular e à capacidade cognitiva, pois contribui com a retenção de informações e memória 2-7.
Confira como o nutriente atua em cada processo!
1. Coagulação do sangue
Uma das funções mais importantes, e também mais conhecidas, é sua participação no processo de coagulação sanguínea. É graças ao nutriente que o organismo consegue interromper sangramentos e iniciar a cicatrização de feridas 2.
Esse efeito ocorre porque a vitamina participa da produção de quatro das 13 proteínas envolvidas nesse mecanismo 2.
A síntese de fatores de coagulação é essencial para evitar que cortes ou machucados provoquem sangramentos excessivos, que podem evoluir para hemorragias graves, conforme a situação 2.
Por outro lado, em pessoas que utilizam remédios anticoagulantes, os níveis da vitamina precisam de monitoramento. Isso porque, por atuar como agente coagulante, o nutriente pode reduzir a eficácia desses medicamentos 2.
Um dos métodos mais utilizados para avaliar a ação da vitamina no sangue é o tempo de protrombina (TP), que mede a velocidade da coagulação do sangue 2.
2. Saúde dos ossos
A vitamina também exerce um papel essencial na manutenção da saúde óssea, já que participa da produção de proteínas responsáveis pela estrutura dos ossos. Entre as moléculas, destaca-se a osteocalcina, fundamental para evitar o enfraquecimento ósseo 2.
Além disso, o nutriente contribui para a absorção do cálcio e para a mineralização, etapas cruciais para manter os ossos fortes. Por isso, a ingestão adequada pode reduzir o risco de fraturas e prevenir a perda de densidade das estruturas rígidas do corpo 2.
Alguns estudos apontam uma possível relação entre o baixo consumo da vitamina e a osteoporose, condição que torna os ossos porosos, frágeis e mais suscetíveis a quebras. No entanto, mais pesquisas ainda são necessárias para confirmar essa associação 4.
3. Proteção das artérias
A boa saúde das artérias é essencial para o funcionamento do coração e, por consequência, de todo o organismo. Nesse contexto, a vitamina tem se mostrado uma aliada da função cardiovascular, pois ajuda a prevenir doenças cardíacas 3.
Esse efeito ocorre porque o excesso de cálcio nos vasos sanguíneos pode levar à obstrução arterial. Ao participar do metabolismo desse mineral, o nutriente ajuda a evitar o depósito nas artérias 3.
Essa ação é fundamental, já que a calcificação excessiva é um fator de risco para problemas graves, como AVC, insuficiência cardíaca e arritmias 3.
Pesquisas sugerem que a menaquinona (K2) pode ser mais eficaz do que a filoquinona (K1) na prevenção, e até na reversão, de calcificações arteriais 5.
Além disso, avaliações indicam que muitos pacientes aparentemente saudáveis apresentam deficiência da vitamina, o que pode aumentar o risco não apenas de calcificações vasculares, mas também de doenças, como câncer e osteoporose 5.
4. Regulação do crescimento celular
A vitamina também desempenha um papel importante na regulação do ciclo celular, o que evita o crescimento descontrolado das células. Essa função é essencial, já que a multiplicação celular desordenada está entre as principais causas do desenvolvimento de tumores 3.
Pesquisas apontam que a K2 pode contribuir para a redução do risco de carcinoma hepatocelular (CHC) em pacientes com cirrose hepática, além de diminuir a recorrência do câncer após o tratamento 5.
Esses efeitos podem ter relação com diferentes mecanismos, como a ativação de proteínas inibidoras do crescimento celular que dependem da K2, incluindo a protrombina, e a regulação de genes que interrompem a multiplicação celular 5.
No entanto, ainda são necessários mais estudos para confirmar o papel da vitamina nesse processo 5.
5. Melhora da capacidade cognitiva
Os níveis da vitamina têm sido associados à melhora da capacidade cognitiva em idosos, em especial da memória episódica, responsável por recordar eventos, datas e experiências de longo prazo com precisão 6.
Um exemplo simples: lembrar onde você deixou as chaves pela última vez depende desse tipo de memória 6.
Em um estudo, indivíduos saudáveis de 70 a 85 anos que apresentavam níveis mais altos de filoquinona (K1) no sangue tiveram melhor desempenho em testes de memória episódica verbal 6.
Esses achados reforçam a hipótese de que a vitamina pode desempenhar um papel importante na cognição durante o envelhecimento, particularmente no processo de consolidação da memória 6.
6. Saúde do coração
A vitamina pode ajudar a manter a pressão arterial em níveis saudáveis e prevenir a mineralização arterial, processo em que minerais se acumulam nas artérias, o que dificulta a circulação 7.
Essa proteção auxilia o coração a bombear o sangue de forma mais eficiente por todo o corpo 7.
Como a mineralização ocorre naturalmente com o avanço da idade, torna-se um fator de risco relevante para doenças cardíacas. Estudos também indicam que a ingestão adequada da vitamina pode reduzir o risco de derrame 7.
Agora que você já conhece as principais funções desse nutriente essencial, vamos explorar quais são as melhores fontes.
Quais são os alimentos com vitamina K?
Encontramos a vitamina K1 em vegetais de folhas verde-escuras, como couve, espinafre, brócolis, repolho e alface, além de óleos vegetais. Já a vitamina K2 está presente em alimentos de origem animal e fermentados, como carnes, fígado, gema de ovo, queijos, coalhadas e natô (soja fermentada) 4.
A seguir, veja a lista completa!
Quais as fontes de vitamina K1?
A filoquinona (K1) é a fonte mais comum na alimentação. Está presente principalmente em vegetais de folhas verdes, como espinafre, couve, brócolis, repolho e alface. Além disso, também é encontrada em alguns óleos vegetais, como os de soja, canola, oliva e na semente de algodão 4.
Vale destacar que a quantidade de K1 varia conforme o alimento. Por exemplo, as folhas externas das hortaliças tendem a ter mais filoquinona do que as internas 4.
Veja alguns dos principais alimentos com vitamina K1 e suas quantidades aproximadas em microgramas (mcg) por porção 4.
|
Alimento |
Quantidade |
Mcg por porção |
|
Couve (congelada ou cozida) |
1 xícara |
493 mcg |
|
Acelga (crua) |
1 xícara |
299 mcg |
|
Salsa (crua) |
¼ xícara |
246 mcg |
|
Brócolis (cozido) |
1 xícara |
220 mcg |
|
Espinafre (cru) |
1 xícara |
121 mcg |
|
Agrião (cru) |
1 xícara |
85 mcg |
|
Repolho verde (cru) |
1 xícara |
68 mcg |
|
Alface-romana (crua) |
1 xícara |
44 mcg |
|
Óleo de soja |
1 colher de sopa |
26 mcg |
|
Óleo de canola |
1 colher de sopa |
10 mcg |
|
Azeite de oliva |
1 colher de sopa |
8 mcg |
|
Óleo de semente de algodão |
1 colher de sopa |
3 μg |
A absorção intestinal da filoquinona pode variar, mas tende a ser melhor quando os alimentos são consumidos com uma fonte de gordura 4.
Quais as fontes de vitamina K2?
As menaquinonas (K2) têm origem microbiana e, dessa forma, estão mais presentes em alimentos fermentados, como em queijos, coalhadas e natô (que é a soja fermentada). Além disso, esse nutriente é facilmente encontrado em produtos de origem animal, como carnes, fígado e gema de ovo 4.
Por muito tempo, acreditou-se que até metade das necessidades humanas da vitamina poderiam ser supridas pela produção bacteriana no intestino 4.
Porém, hoje se sabe que essa contribuição é bem menor, já que a maioria da síntese ocorre no cólon, região em que faltam os sais biliares necessários para a absorção 4.
Ou seja, a melhor forma de obter menaquinonas ainda é por meio da dieta, especialmente os alimentos fermentados 4.
Dica prática: como a vitamina é lipossolúvel, sua absorção melhora quando consumida com gorduras. Um exemplo simples é temperar uma salada de folhas verdes com azeite de oliva. A combinação é saborosa e eficiente para aproveitar ao máximo os benefícios dos alimentos 2.
Leia também: Alimentos para aumentar a imunidade e fortalecer sua saúde.
O que acontece no corpo com a falta de vitamina K?
A deficiência é considerada rara, mas pode atingir entre 8% e 31% da população. Quando ocorre, a falta do nutriente aumenta a probabilidade de hematomas, sangramentos prolongados, além de estar associada ao risco de desenvolver osteoporose e doenças cardíacas, devido a problemas nos fatores de coagulação e ossos 9.
Os baixos níveis do nutriente podem estar relacionados a diferentes fatores, como 10:
- baixo consumo de alimentos com vitamina K;
- dieta com pouca gordura, o que dificulta a absorção do nutriente;
- condições de saúde, como bloqueio dos canais biliares e fibrose cística, ou doenças intestinais, como doença de Crohn ou doença celíaca, que comprometem a absorção de gorduras;
- uso prolongado de medicamentos anticonvulsivantes ou de antibióticos;
- consumo excessivo de óleo mineral, que também reduz a absorção de gorduras.
Outro ponto de atenção é para pessoas que usam medicamentos anticoagulantes, como a varfarina. Nesses casos, pode ser necessário ajustar gradualmente a ingestão de alimentos ricos, já que o nutriente pode interferir na eficácia do tratamento 10.
Crianças podem ter deficiência da vitamina?
Embora a falta seja incomum em adultos, os recém-nascidos apresentam vulnerabilidade. Acontece porque a vitamina é transferida da mãe para o bebê em quantidades pequenas durante a gestação. Além disso, nos primeiros dias de vida, o intestino do recém-nascido ainda não possui bactérias suficientes para auxiliar na produção da vitamina 10.
Assim, é fundamental contar com orientação médica para definir a quantidade adequada de ingestão, monitorar os níveis do nutriente e evitar complicações associadas à deficiência 10.
Vale lembrar que, embora a deficiência possa trazer riscos sérios, ainda não há um limite máximo de consumo estabelecido. Mesmo assim, é pouco provável que o consumo excessivo cause problemas à saúde só pela alimentação 10.
Leia também: O que é bom para fortalecer os ossos? Descubra como melhorar a massa óssea
Quais são os sintomas da deficiência?
Amarelamento da pele e dos olhos (icterícia), convulsões, fezes com sangue, hematomas, palidez, manchas vermelhas na pele, sangramentos nasais, sonolência e vômitos. A deficiência também pode se manifestar por meio da demora na coagulação em caso de ferimentos, sangramentos recorrentes, hemorragias e problemas ósseos, como osteoporose ou osteopenia 11,12.
Dessa forma, é fundamental acompanhar regularmente os níveis da vitamina no organismo e buscar orientação médica ou nutricional sempre que houver suspeita de deficiência 12.
A partir de exames laboratoriais, é possível confirmar o quadro e definir o tratamento adequado, que pode incluir o aumento da ingestão de alimentos ricos em vitamina K ou, em alguns casos, o uso de suplementos alimentares12.
Como tratar a falta de vitamina K?
O tratamento para prevenir as alterações e doenças causadas pela deficiência do nutriente inclui a administração do nutriente por via oral, por meio de suplementos, ou por via injetável. Em recém-nascidos, a injeção é indicada para reduzir o risco de hemorragia cerebral após o parto 12.
Geralmente, a quantidade recomendada de K1 para tratar a deficiência varia de 1 a 2 mg, com uma dose máxima de 25 mg. Pacientes que usam anticoagulantes recebem doses menores, de 1 a 10 mg, já que esses medicamentos interferem na produção natural da vitamina 12.
O nutriente está presente na maioria dos suplementos multivitamínicos e minerais, e também pode ser encontrado em produtos que contêm apenas a vitamina ou combinados com cálcio, magnésio, vitamina D e outros nutrientes 12.
O efeito máximo da suplementação oral ocorre cerca de 24 horas após a ingestão da dose 12.
É importante ressaltar que esses valores são aproximados e que a dose ideal deve ser ajustada conforme o grau de deficiência e o histórico clínico de cada paciente 12.
Fique em dia com suas vitaminas com quem é referência em saúde
Como vimos, a vitamina K é essencial para a coagulação sanguínea, a saúde óssea e o bom funcionamento do organismo 1.
Logo, manter níveis adequados por meio da alimentação ou suplementação ajuda a prevenir deficiências e suas consequências, o que garante mais saúde e bem-estar no dia a dia 1.
Se for necessário suplementar, a Neo Química oferece um catálogo completo de vitaminas e minerais, disponíveis tanto para venda livre quanto sob prescrição, para atender às suas necessidades de saúde.
Acesse o site e confira o portfólio completo, além dos pontos de venda!
Vitaminas Neo Química. Alimentos isentos de registro conforme RDC 27/2010. Março/2026.
FAQ
Quais são as doenças causadas pela falta de vitamina K?
A deficiência do nutriente pode causar sangramentos excessivos e formação de hematomas devido à coagulação prejudicada. Também está associada ao desenvolvimento ósseo deficiente, o que aumenta o risco de osteoporose e fraturas, além de problemas cardiovasculares a longo prazo, devido à calcificação dos vasos sanguíneos 12.
Como prevenir a deficiência de vitamina K?
Recomenda-se consumir diariamente até 120 mcg para homens e 90 mcg para mulheres, principalmente por meio de alimentos, como vegetais de folhas verdes. Pessoas com condições que afetam a absorção de gordura devem consultar um médico sobre a necessidade de suplementação e monitorar os níveis da vitamina 1.
Vitamina K é o mesmo que potássio?
Não, são elementos diferentes. O potássio é um mineral essencial, representado pelo símbolo "K" na tabela periódica, importante para algumas funções, como contração muscular e equilíbrio hídrico. Já a vitamina é um nutriente necessário para a coagulação sanguínea e para a manutenção da saúde óssea 1.

Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1994, concluiu sua especialização em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo em 1996. Entre 2004 e 2005, ocupou posições de liderança em maternidades e instituições hospitalares, onde consolidou sua experiência em gestão na área da saúde.