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Dores

Tendinite: como tratar e prevenir a inflamação dos tendões?

Dr. Márcio de Queiroz Elias Publicado em: 09/07/2026 - Atualizado em: 07/07/2026

Entenda o que causa tendinite, quais são os sintomas comuns, como prevenir e confira dicas para aliviar a dor com tratamentos e cuidados adequados.

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Se você sente dores nas articulações, como nos punhos, ombros ou joelhos, e busca entender o que causa esse incômodo, vale a pena conhecer mais sobre a tendinite 1.

Afinal, essa condição acontece quando um tendão sofre um processo inflamatório, geralmente relacionado a movimentos repetitivos, esforço excessivo ou sobrecarga física, o que pode causar desconforto nessas regiões do corpo 1.

Os sinais surgem de forma gradual e dificultam atividades simples, além de causar dor, sensibilidade e limitação dos movimentos. Portanto, identificá-los logo no início é importante para evitar o agravamento e procurar o tratamento adequado 1,2.

Neste artigo, entenda as principais causas dessa inflamação, os sintomas mais comuns, formas de prevenção e os tratamentos que ajudam a aliviar a dor e recuperar a mobilidade.

Resumo

  • A inflamação dos tendões causa dor, sensibilidade e dificuldade de movimentação, principalmente após sobrecarga física ou movimentos repetitivos 1,2.
  • Os sintomas incluem dor, inchaço, vermelhidão, aquecimento local e limitação dos movimentos da articulação afetada 2-4.
  • Movimentos repetitivos, esforço excessivo, envelhecimento, obesidade e uso frequente de tecnologias aumentam o risco de desenvolver o quadro 3,4.
  • O tratamento varia conforme a fase da inflamação e pode incluir fisioterapia, medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios 2,3.
  • Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível aliviar os sintomas, recuperar os movimentos e prevenir novas crises 2-4.

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O que é tendinite?

É a inflamação dos tendões, estruturas que ligam os músculos aos ossos e permitem o movimento das articulações. A condição causa dor, sensibilidade e dificuldade de movimentação, principalmente após esforço repetitivo ou sobrecarga física. Os sintomas podem surgir gradualmente e afetar atividades simples do dia a dia, causando bastante desconforto 1,2.

Essa inflamação pode ocorrer em qualquer tendão, no entanto, é mais comum na região dos ombros, cotovelos, punhos, joelhos e calcanhares 1.

Geralmente, é desencadeada por atividades repetitivas, esforço excessivo ou sobrecarga nas articulações. A dor pode surgir apenas durante os movimentos e, com o tempo, evoluir para desconforto até mesmo em repouso 1.

É uma condição comum e pode afetar pessoas de diferentes idades e estilos de vida. Agora que você já sabe o que é, que tal conhecer seus principais sintomas?

Quais os sintomas da tendinite?

Dor, inchaço e dificuldade em mover a articulação, bem como vermelhidão e aquecimento do local são os sinais mais comuns. Além desses, podem ocorrer: perda de coordenação motora, espasmos musculares, perda de força no membro e o aparecimento de uma espécie de caroço na área afetada 3,4.

É importante destacar que a dor apresenta 4 fases 2:

1. Quando surge após uma atividade de repetição;
2. Quando aparece no início da atividade, mas após o período de aquecimento some, podendo reaparecer com o cansaço;
3. Quando é constante, seja durante a atividade ou em repouso;
4. Quando ocorre a ruptura do tendão.

Portanto, procure atendimento médico, principalmente se a dor estiver muito forte, já que pode ser o caso de rompimento do tendão 2.

O que causa essa inflamação?

Movimentos bruscos e abruptos ou uma lesão por esforço repetitivo (LER) são as causas principais. Em ambas, pode haver a inflamação e posterior ruptura do tendão. A diferença é que no caso dos movimentos bruscos, a lesão é instantânea, enquanto no caso de esforços repetitivos, o desgaste ocorre aos poucos 3,4.

Portanto, as pessoas mais propensas a desenvolver o quadro são atletas, pelo grande esforço físico, idosos, devido à perda da elasticidade dos tendões que ocorre com o tempo, e pessoas que fazem atividades de esforço repetitivo, como digitar ou escrever 3,4.

Além disso, recentemente se formou um novo grupo de pessoas acometidas pelo quadro. Por causa do mundo cada vez mais digitalizado, pessoas que passam grande parte do dia fazendo uso de tecnologias, como o computador e o celular, também têm desenvolvido a inflamação por LER 3,4.

Ainda, quem sofre com a obesidade está sujeito a desenvolver essa inflamação, já que o sobrepeso gera sobrecarga nos tendões, principalmente dos membros inferiores 4.

Tendinite na mão tem cura?

Em geral, sim. Principalmente se diagnosticada no início. Em casos leves ou moderados, o tratamento geralmente envolve repouso, fisioterapia, medicamentos e mudanças na rotina para reduzir a sobrecarga. Procurar um especialista é essencial para aliviar os sintomas, recuperar os movimentos e prevenir novas crises ou complicações futuras 2-4.

Agora que você já sabe que tendinite na mão tem cura, confira a seguir as dicas para aliviar a dor e, ainda, prevenir novos quadros.

O que é bom para reduzir a inflamação dos tendões?

Alguns cuidados aliviam a dor 3,4:

  • descansar a região afetada ajuda na recuperação do tendão e evita o agravamento da dor e da inflamação;
  • aplicar gelo por alguns minutos reduz o inchaço, alivia o desconforto e relaxa a musculatura local;
  • imobilizar a área com tala, bandagem ou suporte específico diminui a sobrecarga e favorece a cicatrização;
  • procurar atendimento médico é essencial quando a dor persiste ou limita os movimentos do dia a dia.

Saiba mais!

Descansar a região afetada

O repouso é uma das medidas mais importantes para aliviar os sintomas e evitar o agravamento da lesão 3.

Afinal, continuar realizando movimentos repetitivos ou exercícios intensos pode aumentar a inflamação e dificultar a recuperação do tendão. O ideal é interromper temporariamente as atividades que causam dor e reduzir o esforço na região afetada 3.

Esse cuidado ajuda o organismo a iniciar o processo de regeneração natural dos tecidos e faz parte de qualquer tratamento da tendinite recomendado por especialistas 3.

Aplicar gelo no local

A aplicação de gelo ajuda a diminuir a dor, o inchaço e o desconforto que a inflamação causa. Recomenda-se utilizar uma bolsa de gelo envolvida em um pano por cerca de 15 a 20 minutos, algumas vezes ao dia, principalmente após atividades que aumentam os sintomas 3.

Essa prática é importante pois o frio provoca a contração dos vasos sanguíneos, reduz o processo inflamatório local e proporciona sensação de alívio. Além disso, auxilia no relaxamento da musculatura próxima ao tendão lesionado 3.

Imobilizar a área lesionada

A imobilização pode ser indicada para evitar movimentos que sobrecarregam ainda mais o tendão inflamado. Dependendo da região afetada, é possível utilizar talas, bandagens, órteses ou suportes específicos para estabilizar mãos, punhos, tornozelos ou joelhos 3.

Essa medida reduz o esforço contínuo sobre a articulação e favorece a recuperação dos tecidos lesionados. No entanto, a imobilização requer orientação médica, pois o uso inadequado ou prolongado pode causar rigidez muscular e dificuldade de movimentação posteriormente 3.

Procurar atendimento médico

Quando a dor persiste por vários dias, piora com os movimentos ou limita atividades simples do dia a dia, é essencial procurar avaliação médica. Isso porque só um especialista pode identificar a gravidade da lesão por meio de exames físicos e de imagem, além de indicar o tratamento mais adequado para cada caso 3,4.

Em algumas situações, podem ser recomendados medicamentos analgésicos, como dipirona e paracetamol, anti-inflamatórios, fisioterapia ou até procedimentos específicos. O diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações, reduz o risco de novas lesões e acelera a recuperação da articulação afetada 3,4.

Como prevenir?

É importante evitar esforços exagerados durante longos períodos, aquecer as articulações sempre que for realizar uma atividade e não prosseguir caso comece a sentir dores nessas regiões, como ombros ou punhos. Outra dica é realizar pequenas pausas regulares ao longo do dia, sempre que realizar exercícios ou movimentos repetitivos 2,3.

Qual o tratamento da tendinite?

Depende da fase da inflamação 2,3:

  • na fase aguda, o foco é aliviar a dor. Portanto, recomenda-se repouso por aproximadamente 5 dias. Imobilizar o local também pode ajudar, com talas para manter a articulação imóvel;
  • na fase de recuperação, o objetivo é reabilitar o tendão e prevenir novas crises. Desse modo, a fisioterapia costuma ser eficaz para melhorar a mobilidade e fortalecer a região. Em situações mais complexas, com acompanhamento profissional, podem ser necessárias algumas sessões de infiltração com corticoide.

Alguns medicamentos, como analgésicos e anti-inflamatórios, ajudam a diminuir a dor em ambas as fases, além de evitar que a região fique muito inchada 2,3.

FAQ

Quanto tempo leva para melhorar?

Depende da gravidade da inflamação e dos cuidados adotados. Casos leves podem melhorar em algumas semanas com repouso e tratamento adequado. Já quadros mais intensos podem levar meses para recuperação completa. Seguir orientações médicas, evitar sobrecarga e iniciar fisioterapia quando indicada são formas de acelerar a melhora dos sintomas 1-3.

Devo alongar ou fortalecer primeiro?

No início, o mais importante é controlar a dor e a inflamação antes de iniciar exercícios. O médico costuma indicar alongamentos leves primeiro, conforme a melhora dos sintomas. O fortalecimento muscular geralmente vem depois, de forma gradual, para evitar novas lesões e recuperar a estabilidade da articulação afetada adequadamente 3.

Quando a cirurgia é indicada?

Apenas em casos mais graves, quando os sintomas persistem por muitos meses mesmo com tratamento conservador. Um procedimento cirúrgico também pode ser necessário em situações de ruptura do tendão ou perda importante dos movimentos. A decisão depende da avaliação médica, da intensidade da dor e do impacto na rotina 3,4.

Com o tratamento certo, você se recupera e alivia a dor

Essa condição pode impactar atividades simples do dia a dia, pois causa dor, limitação dos movimentos e desconforto constante 1,2.

Assim, ter um tratamento para tendinite eficaz ajuda a controlar a inflamação, aliviar os sintomas e evitar que o problema se agrave com o tempo. Como vimos, repouso, aplicação de gelo, fisioterapia e acompanhamento médico fazem diferença na recuperação e podem reduzir o risco de novas crises 3,4.

Além disso, alguns medicamentos atuam como aliados no alívio das dores musculares e articulares associadas ao quadro inflamatório. Produtos tópicos, como Massageol, agem no alívio local da dor e da tensão muscular. Já o Torsilax pode ser utilizado em situações com dor e inflamação mais intensas, sempre com orientação médica 5,6.

Cuide da sua saúde articular e conte com o tratamento adequado para recuperar seu bem-estar e sua qualidade de vida.

 

Massageol. Indicações: contusões, dores musculares, torcicolos e nevralgias. Registro MS: 1.5584.0307.005-7. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Maio/2026.

TORSILAX® – carisoprodol 125mg + diclofenaco sódico 50mg + paracetamol 300mg + cafeína 30mg. Comprimido. MS 1.5584.0234. VIA DE ADMINISTRAÇÃO: ORAL. USO ADULTO. INDICAÇÕES: indicado para o tratamento de reumatismo nas suas formas inflamatório-degenerativas agudas e crônicas: crise aguda de gota, estados inflamatórios agudos, pós-traumáticos e pós-cirúrgicos, exacerbações agudas de artrite reumatoide ou outras artropatias reumáticas, osteoartrites, e estados agudos de reumatismo nos tecidos extra-articulares, quadros de lombalgias ou lombociatalgias. É indicado como coadjuvante em processos inflamatórios graves decorrentes de quadros infecciosos. CONTRAINDICAÇÕES: contraindicado nos casos de úlcera péptica em atividade; hipersensibilidade a quaisquer dos componentes de sua fórmula; discrasias sanguíneas; diáteses hemorrágicas, porfiria; insuficiência cardíaca, hepática ou renal grave; hipertensão grave; em pacientes asmáticos nos quais são precipitados crises de asma, urticária ou rinite aguda pelos anti-inflamatórios não esteroidais; para pessoas que fazem uso de isocarboxazida e/ou de fenelzina e/ou tranilcipromina. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES: não foram estabelecidas a segurança e a eficácia em pacientes pediátricos, portanto não é recomendada a administração do TORSILAX® nesta faixa etária. A possibilidade de reativação de úlceras pépticas requer análise cuidadosa quando houver história anterior de dispepsia, hemorragia gastrintestinal ou úlcera péptica. É recomendável que os pacientes durante o tratamento com TORSILAX® evitem dirigir carros, motos e outros veículos, assim como operar máquinas perigosas. Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: ardeparina, clovoxamina, dalteparina, desirudina, enoxaparina, escitalopram, famoxetina, flesinoxano, fluoxetina, fluvoxamina, nadroparina, nefazodona, parnaparina, paroxetina, pentoxifilina, reviparina, sertralina, tinzaparina, zimeldina, metotrexato, pemetrexede, tacrolimo, adinazolam, alprazolam, amobarbital, anileridina, aprobarbital, bromazepam, brotizolam, butalbital, cetazolam, clordiazepóxido, clorzoxazona, clobazam, clonazepam, clorazepato, codeína, dantroleno, diazepam, estazolam, etclorvinol, fenobarbital, fentanila, flunitrazepam, flurazepam, halazepam, hidrato de cloral, hidrocodona, hidromorfona, levorfanol, lorazepam, lormetazepam, medazepam, meperidina, mefenesina, mefobarbital, meprobamato, metaxalona, metocarbamol, metoexital, midazolam, morfina, nitrazepam, nordazepam, oxazepam, oxibato sódico, oxicodona, oximorfona, pentobarbital, prazepam, primidona, propoxifeno, quazepam, remifantanila, secobarbital, sufentanila, sulfato lipossomal de morfina, temazepam, tiopental, triazolam, Kava. REAÇÕES ADVERSAS: Reação muito comum (> 1/10): aumento das enzimas hepáticas. Reações comuns (> 1/100 e < 1/10): cefaléia, tontura, insônia, tremor, dor, hemorragia gastrintestinal, perfuração gastrintestinal, úlceras gastrintestinais, diarreia, indigestão, náusea, vômitos, constipação, flatulência, dor abdominal, constipação, pirose, retenção de fluidos corpóreos, edema, rash, prurido, edema facial, anemia, distúrbios da coagulação, broncoespasmo, rinite, zumbido, febre, doença viral. POSOLOGIA: a dose mínima diária recomendada é de um comprimido a cada 12 horas e a dose máxima de um comprimido a cada 8 horas, a duração do tratamento deve ser a critério médico. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. MB02/20. Maio/2026.

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Sobre o autor

Dr. Márcio de Queiroz Elias

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1994, concluiu sua especialização em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo em 1996. Entre 2004 e 2005, ocupou posições de liderança em maternidades e instituições hospitalares, onde consolidou sua experiência em gestão na área da saúde.

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