Lesão por esforço repetitivo: o que causa e como tratar a dor?
Dr. Márcio de Queiroz Elias Publicado em: 10/07/2026 - Atualizado em: 10/07/2026Conheça os sintomas da lesão por esforço repetitivo, saiba a diferença entre LER e DORT e descubra quais tratamentos ajudam na recuperação e prevenção.
As lesões por esforço repetitivo (LER) são as doenças que mais acometem os trabalhadores, segundo o estudo Saúde Brasil do Ministério da Saúde. O aumento anual dos casos acende um alerta sobre os cuidados com a saúde e as condições atuais de trabalho 1.
As lesões, além de causarem danos à qualidade de vida, podem até mesmo levar à aposentadoria e à incapacidade de realizar atividades simples do dia a dia. Assim, saber mais sobre esse assunto nunca foi tão importante 1.
Se você quer conhecer as condições que se enquadram como LER e os tratamentos mais recomendados, continue a leitura!
Resumo
- A lesão por esforço repetitivo afeta músculos, tendões e nervos e acontece principalmente pela repetição constante de movimentos e sobrecarga física no trabalho 2,3.
- A dor na mão por movimentos repetitivos pode surgir junto com formigamento, dormência, perda de força e dificuldade para realizar tarefas simples 3,4.
- Tendinite, síndrome do túnel do carpo e epicondilite estão entre as principais doenças causadas por movimentos repetitivos 4,8.
- O tratamento pode incluir repouso, fisioterapia, exercícios físicos, órteses, medicamentos e, em casos mais graves, cirurgia 2,4.
- Medidas ergonômicas, pausas regulares, alongamentos e fortalecimento muscular ajudam na prevenção da LER e reduzem o risco de novas crises 3.
Conteúdo relacionado
- Tipos de contusões: saiba como identificar e tratar corretamente
- O que é bom para dor muscular? Causas + como aliviar
- Contratura muscular: como identificar e aliviar o desconforto?
O que é lesão por esforço repetitivo?
Também conhecida como LER, é uma condição que afeta o sistema musculoesquelético e nervoso de uma pessoa. Sua origem está relacionada à execução de atividades repetitivas, como digitação, e costuma ser causada e/ou agravada pelo trabalho. Dessa forma, a LER é considerada uma doença ocupacional 2.
Existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento dessa condição, como 3:
- fazer os mesmos movimentos de forma recorrente;
- má postura;
- levantamento de pesos;
- uso de equipamentos e mobiliários não ergonômicos;
- tração de partes do corpo, como tendões, músculos e articulações, entre outros.
Em geral, a doença começa lentamente e só é percebida quando a área afetada já está completamente comprometida. Isso faz com que, muitas vezes, a pessoa fique incapaz de continuar realizando determinada tarefa ou trabalho 3.
Leia também: O que é bom para dor nas costas? Veja técnicas de alívio e mais
Qual a diferença entre LER e DORT?
|
Característica |
LER 3,4 |
DORT ,7,8 |
|
Significado |
Lesão por Esforço Repetitivo |
Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho |
|
O que é |
Conjunto de lesões causadas principalmente por movimentos repetitivos. |
Termo mais abrangente para casos sem lesão aparente, pode incluir diferentes problemas musculares e articulares ligados ao trabalho. |
|
Principais causas |
Repetição constante de movimentos e sobrecarga. |
Repetição de movimentos, além de sobrecarga estática, postura inadequada, força excessiva e vibração. |
|
Terminologia |
Termo mais antigo e popular, mas tecnicamente considerado restrito. |
Termo introduzido para substituir a LER, é considerado mais correto atualmente. |
|
Abrangência |
Sugere que sempre há uma lesão inflamatória ou estrutural. |
Reconhece que o trabalhador pode ter dor e fadiga sem evidência de lesão em qualquer estrutura. |
Diversas atividades profissionais podem aumentar os riscos de uma pessoa desenvolver LER. No entanto, existem algumas funções que são mais propensas a causar esse tipo de lesão 2. Confira a seguir!
Quais as ocupações mais relacionadas às lesões por esforço repetitivo?
Por exemplo 2:
- operador de telemarketing, pois realiza movimentos repetitivos com mãos e braços;
- operador de caixa, pelos movimentos contínuos ao registrar produtos e manusear dinheiro;
- digitador, devido à repetição frequente dos movimentos nos dedos e punhos;
- costureira e sapateiro, devido ao uso intenso das mãos, punhos e braços;
- passadeira, devido aos esforços repetitivos e posturas inadequadas;
- trabalhador de limpeza, devido ao esforço físico constante e movimentos repetitivos;
- pedreiros e eletricistas, porque realizam atividades com força excessiva, impacto e repetição.
Pessoas expostas a essas atividades podem desenvolver algumas doenças, conforme veremos a seguir.
Quais as doenças causadas por movimentos repetitivos no trabalho?
|
Doença 4,8 |
O que é 4,8 |
Principais sintomas 4,8 |
|
Inflamação que afeta os tendões, principalmente em ombros, cotovelos, punhos e joelhos. |
Dor, sensibilidade e dificuldade de movimentação. |
|
|
Tenossinovite |
Inflamação da bainha que reveste os tendões. |
Dor, inchaço e limitação dos movimentos. |
|
Doença de De Quervain |
Inflamação dos tendões localizados na base do polegar. |
Dor no punho e dificuldade para segurar objetos. |
|
Epicondilite |
Inflamação dos tendões que ligam o antebraço ao cotovelo |
Dor no cotovelo e perda de força. |
|
Tendinite do Manguito Rotador |
Inflamação ou desgaste dos tendões do ombro. |
Dor ao levantar o braço e limitação dos movimentos. |
|
Síndrome do Túnel do Carpo |
Compressão do nervo mediano na região do punho. |
Formigamento, dormência e fraqueza nas mãos. |
|
Síndrome do Túnel Cubital |
Compressão do nervo ulnar no cotovelo. |
Dormência, choque e formigamento nos dedos. |
|
Síndrome do Túnel de Guyon |
Compressão do nervo ulnar ao passar pelo punho. |
Dormência, perda de força e formigamento na mão. |
Leia também: Qual a diferença entre ligamento e tendão? Funções e como fortalecer
Quais são os sintomas de LER na mão?
Os mais comuns são 3,4:
- dor na mão, punho ou dedos;
- formigamento e sensação de dormência;
- perda de força para segurar objetos;
- sensação de peso ou fadiga muscular;
- inchaço e rigidez nas articulações;
- dificuldade para realizar movimentos repetitivos;
- sensação de choque ou queimação na região afetada;
- desconforto que piora após atividades como digitar, escrever ou usar o celular.
É possível prevenir a lesão por esforço repetitivo?
Algumas dicas para evitar a LER são 3:
- fazer pausas de 5 minutos a cada 25 a 30 minutos de trabalho;
- se alongar ou se movimentar a cada hora sentado;
- ajustar a postura durante o trabalho;
- se estiver sentado, ficar atento aos pés, que devem estar totalmente apoiados no chão;
- usar uma cadeira ajustável para manter a altura certa em relação à mesa e que proporcione um suporte integral para as suas costas.
Leia também: O que é bom para dor muscular? Causas + como aliviar
Quais os tratamentos para LER?
Os médicos costumam associar diversas abordagens, desde a mais tradicional, com recomendação de repouso, até o uso de órteses, medicamentos para alívio da dor e melhora da inflamação, além de sessões de fisioterapia, prática de exercícios físicos para fortalecimento e, em alguns casos, infiltração com corticoide e cirurgias 2,4.
A seguir, conheça cada abordagem com mais detalhes.
Tratamento tradicional
O tratamento inicial para quadros de LER envolve repouso, aplicação de gelo, compressão e elevação (colocar as pernas para o alto, por exemplo). A compressão do membro/articulação é mais recomendada quando há inchaço 4.
Essas medidas são indicadas para as primeiras horas após o início da dor. No entanto, para terem resultado e amenizarem o incômodo, é importante reduzir a carga de trabalho ou realizar tarefas mais leves e que exijam menos do local que está dolorido 4.
Imobilização da área afetada
A imobilização é bastante recomendada por profissionais da saúde quando uma lesão por esforço repetitivo é diagnosticada. Normalmente, é feita com o uso de talas e órteses, como as munhequeiras e as cotoveleiras 4.
Esses equipamentos ajudam a deixar as articulações imobilizadas em uma posição neutra, impedindo uma movimentação que poderia piorar a lesão 4.
É importante saber que a imobilização é uma abordagem que exige cautela. Isso porque pode causar rigidez articular e atrofia muscular, se feita em excesso 4.
Exercícios físicos
O exercício físico é uma das principais recomendações para o tratamento da LER. Isso porque ajuda a relaxar e fortalecer a musculatura, articulações e afins, apresentando resultados melhores do que a imobilização 4.
Para se ter ideia, segundo estudos, dos pacientes que praticam exercícios, apenas 43% foram submetidos a cirurgias. Por outro lado, entre as pessoas que não realizaram atividades físicas, 71% precisaram de tratamento cirúrgico 4.
Medicamentos e infiltrações
Outro tratamento que o seu médico pode indicar é a injeção local de corticoide, uma medida eficiente para alívio rápido da dor 4.
Essas injeções são uma alternativa aos medicamentos orais, normalmente recomendados para lesões em estágio mais avançado ou quando outras abordagens não são suficientes 4.
Tratamento cirúrgico
Por fim, para casos mais avançados, o médico pode recomendar o procedimento cirúrgico 4.
Essa abordagem também é mais comum em lesões que envolvem a compressão de algum nervo, visando à sua liberação e à melhora do quadro 4.
Existe medicamento para dor na mão por movimentos repetitivos?
Sim. Os mais recomendados para LER são os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e os analgésicos, como Torsilax. Embora não trate o problema, o uso pode contribuir para o alívio dos sintomas e redução da inflamação, para deixar os outros tratamentos, como o exercício físico e a fisioterapia, mais suportáveis 4.
FAQ
LER/DORT nas mãos tem cura? Pode voltar?
Sim. A maioria dos casos melhora com tratamento adequado, repouso e mudanças na rotina. Porém, os sintomas podem voltar se a pessoa permanecer exposta aos fatores que causaram a lesão, como movimentos repetitivos, má postura e excesso de esforço. A prevenção e o acompanhamento médico ajudam a evitar novas crises 3,4,7,8.
Quanto tempo leva para melhorar após iniciar o tratamento?
Casos leves melhoram em poucas semanas e os mais avançados podem exigir meses de tratamento. Repouso, fisioterapia, ergonomia adequada e redução dos movimentos repetitivos costumam acelerar a recuperação e diminuir o risco de complicações futuras. Portanto, o período de recuperação varia conforme a gravidade da lesão e os cuidados adotados 3,4.
Quais exames podem confirmar?
O diagnóstico acontece a partir da avaliação clínica e do histórico dos sintomas. Porém, ultrassom, ressonância magnética, eletroneuromiografia e radiografia podem ser solicitados para identificar inflamações, compressões nervosas ou outras alterações musculares e articulares. Esses exames também ajudam a descartar doenças com sintomas semelhantes e orientar o tratamento 4,8.
Viva com mais conforto e qualidade de vida
As doenças causadas por movimentos repetitivos no trabalho podem impactar diretamente a rotina, a produtividade e o bem-estar 1-4.
Como vimos, dor constante, limitação dos movimentos e desconforto nas articulações são sinais que merecem atenção, principalmente quando aparecem após longos períodos realizando as mesmas atividades. Portanto, adotar hábitos saudáveis, respeitar os limites do corpo e buscar tratamento precoce são atitudes importantes para evitar a evolução do quadro e preservar a qualidade de vida 4.
Ao perceber os primeiros sintomas de LER na mão, como formigamento, perda de força, dormência ou dor persistente, o mais indicado é procurar avaliação médica. Afinal, quanto antes o problema for identificado, maiores são as chances de recuperação e prevenção de novas crises 3,4.
Produtos de confiança para ajudar no alívio da dor e da inflamação
Alguns medicamentos atuam como aliados no controle dos sintomas relacionados à LER e outras dores musculares e articulares 5,6.
Massageol, por exemplo, é um medicamento de uso tópico indicado para o tratamento dermatológico de dores musculares, contusões, torcicolos, nevralgias e sintomas do reumatismo. Sua fórmula contém salicilato de metila, cânfora e mentol, ativos que ajudam a proporcionar sensação de alívio, relaxamento muscular e conforto na região dolorida 6.
Já Torsilax é indicado para o tratamento de condições reumáticas e inflamatórias que causam dor, limitação de movimentos e desconforto muscular e articular, incluindo as lesões por esforço repetitivo. Sua fórmula combina cafeína, carisoprodol, diclofenaco sódico e paracetamol, substâncias que atuam no alívio da dor, inflamação e tensão muscular 5.
Cuide das suas articulações e conte com opções que ajudam no alívio da dor para manter sua rotina com mais conforto e qualidade de vida.
Massageol. Indicações: contusões, dores musculares, torcicolos e nevralgias. Registro MS: 1.5584.0307.005-7. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Maio/2026.
TORSILAX® – carisoprodol 125mg + diclofenaco sódico 50mg + paracetamol 300mg + cafeína 30mg. Comprimido. MS 1.5584.0234. VIA DE ADMINISTRAÇÃO: ORAL. USO ADULTO. INDICAÇÕES: indicado para o tratamento de reumatismo nas suas formas inflamatório-degenerativas agudas e crônicas: crise aguda de gota, estados inflamatórios agudos, pós-traumáticos e pós-cirúrgicos, exacerbações agudas de artrite reumatoide ou outras artropatias reumáticas, osteoartrites, e estados agudos de reumatismo nos tecidos extra-articulares, quadros de lombalgias ou lombociatalgias. É indicado como coadjuvante em processos inflamatórios graves decorrentes de quadros infecciosos. CONTRAINDICAÇÕES: contraindicado nos casos de úlcera péptica em atividade; hipersensibilidade a quaisquer dos componentes de sua fórmula; discrasias sanguíneas; diáteses hemorrágicas, porfiria; insuficiência cardíaca, hepática ou renal grave; hipertensão grave; em pacientes asmáticos nos quais são precipitados crises de asma, urticária ou rinite aguda pelos anti-inflamatórios não esteroidais; para pessoas que fazem uso de isocarboxazida e/ou de fenelzina e/ou tranilcipromina. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES: não foram estabelecidas a segurança e a eficácia em pacientes pediátricos, portanto não é recomendada a administração do TORSILAX® nesta faixa etária. A possibilidade de reativação de úlceras pépticas requer análise cuidadosa quando houver história anterior de dispepsia, hemorragia gastrintestinal ou úlcera péptica. É recomendável que os pacientes, durante o tratamento com TORSILAX®, evitem dirigir carros, motos e outros veículos, assim como operar máquinas perigosas. Categoria de risco na gravidez: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: ardeparina, clovoxamina, dalteparina, desirudina, enoxaparina, escitalopram, famoxetina, flesinoxano, fluoxetina, fluvoxamina, nadroparina, nefazodona, parnaparina, paroxetina, pentoxifilina, reviparina, sertralina, tinzaparina, zimeldina, metotrexato, pemetrexede, tacrolimo, adinazolam, alprazolam, amobarbital, anileridina, aprobarbital, bromazepam, brotizolam, butalbital, cetazolam, clordiazepóxido, clorzoxazona, clobazam, clonazepam, clorazepato, codeína, dantroleno, diazepam, estazolam, etclorvinol, fenobarbital, fentanila, flunitrazepam, flurazepam, halazepam, hidrato de cloral, hidrocodona, hidromorfona, levorfanol, lorazepam, lormetazepam, medazepam, meperidina, mefenesina, mefobarbital, meprobamato, metaxalona, metocarbamol, metoexital, midazolam, morfina, nitrazepam, nordazepam, oxazepam, oxibato sódico, oxicodona, oximorfona, pentobarbital, prazepam, primidona, propoxifeno, quazepam, remifantanila, secobarbital, sufentanila, sulfato lipossomal de morfina, temazepam, tiopental, triazolam, Kava. REAÇÕES ADVERSAS: Reação muito comum (> 1/10): aumento das enzimas hepáticas. Reações comuns (> 1/100 e < 1/10): cefaleia, tontura, insônia, tremor, dor, hemorragia gastrintestinal, perfuração gastrintestinal, úlceras gastrintestinais, diarreia, indigestão, náusea, vômitos, constipação, flatulência, dor abdominal, constipação, pirose, retenção de fluidos corpóreos, edema, rash, prurido, edema facial, anemia, distúrbios da coagulação, broncoespasmo, rinite, zumbido, febre, doença viral. POSOLOGIA: a dose mínima diária recomendada é de um comprimido a cada 12 horas e a dose máxima de um comprimido a cada 8 horas, a duração do tratamento deve ser a critério médico. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. MB02/20. Maio/2026.

Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1994, concluiu sua especialização em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo em 1996. Entre 2004 e 2005, ocupou posições de liderança em maternidades e instituições hospitalares, onde consolidou sua experiência em gestão na área da saúde.