Lavagem nasal para sinusite: benefícios e como fazer certo
Dr. Márcio de Queiroz Elias Publicado em: 28/01/2026 - Atualizado em: 28/01/2026Veja os benefícios da lavagem nasal para sinusite e outros problemas respiratórios, e como fazer o procedimento de forma segura em casa.
Nariz entupido que antecede uma dor de cabeça que se irradia para o rosto, com sensação de pressão ou peso na face. Se esses sintomas forem comuns na sua rotina, saiba que a lavagem nasal para sinusite e outros problemas respiratórios, mesmo que passageiros, é indicada como tratamento de apoio e preventivo ¹,².
Geralmente, na sinusite, ocorre também obstrução nasal acompanhada de secreção amarelada ou esverdeada, o que dificulta a respiração. Febre, coriza, tosse, cansaço, dores musculares e perda de apetite também podem surgir, especialmente quando há um quadro intenso ¹.
Afinal, a sinusite nada mais é do que a inflamação das mucosas que revestem as cavidades ao redor do nariz, dos olhos e das maçãs do rosto. E quando a drenagem natural dessas secreções é interrompida por alterações anatômicas, alergias ou infecções, o muco se acumula, o que favorece a proliferação de germes e o aparecimento dos sintomas ¹.
Para entender como aliviar esses incômodos, veja quando usar e quantas vezes fazer a lavagem nasal. Continue a leitura e veja orientações práticas e seguras para aplicar no dia a dia!
Resumo
- A sinusite ocorre pela inflamação das mucosas dos seios da face, causando dor, pressão facial, congestão e muco espesso, frequentemente associado a infecções, alergias e alterações anatômicas ¹,².
- A lavagem nasal auxilia na remoção de secreções, reduz o edema, melhora o transporte mucociliar e alivia sintomas respiratórios. Por isso, é útil em quadros leves, crônicos e como prevenção de problemas na região ¹,²,³,⁴.
- O procedimento pode ser feito com solução isotônica 0,9% ou hipertônica até 3%, com dispositivos variados, como seringa, squeeze ou frascos de alto volume, sempre com pressão suave e técnica adequada ³,⁴.
- A irrigação pode ser realizada diariamente e pode ser ampliada conforme a intensidade dos sintomas. A lavagem é indicada para todos, como adultos, crianças e gestantes, com benefícios adicionais em reduzir crises e prevenir infecções respiratórias ³,⁴.
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Lavagem nasal é boa para sinusite?
A lavagem nasal é eficaz para aliviar os sintomas da sinusite porque facilita a drenagem das secreções, reduz a congestão e diminui a inflamação das mucosas. Quando feita corretamente e com solução salina adequada, pode ser usada isoladamente em quadros leves ou como complemento ao tratamento médico de casos crônicos ¹-⁴.
A sinusite envolve inflamação das mucosas dos seios da face, o que dificulta a ventilação e o escoamento do muco. E a irrigação nasal com solução salina atua diretamente nesse processo ao fluidificar secreções, remover detritos e melhorar a umidificação da mucosa ¹,².
Dessa forma, a lavagem é benéfica tanto na rinossinusite crônica quanto na rinite alérgica, inclusive em gestantes e crianças ². Evidências científicas reforçam que volumes maiores de solução e baixa pressão aumentam a eficácia quando comparados a sprays salinos ².
Benefícios da lavagem nasal para sinusite
Para entender melhor, veja por que a lavagem nasal é boa para sinusite.
- Reduz a viscosidade do muco, o que facilita a drenagem das secreções ¹,²;
- Diminui o edema da mucosa nasal e melhora a congestão ¹,²;
- Remove detritos, bactérias, alérgenos e partículas irritantes ²-⁴;
- Melhora sintomas, como nariz entupido, coriza e coceira em quadros alérgicos ²;
- Contribui para prevenir infecções respiratórias ao remover partículas virais ³;
- Umidifica e protege a mucosa em ambientes secos ou poluídos ⁴;
- Reduz a duração de infecções virais e a necessidade de descongestionantes ou antibióticos em alguns casos ⁴.
Quantas vezes fazer a lavagem nasal?
Você pode fazer a lavagem nasal conforme a sua necessidade, geralmente quando há ressecamento, acúmulo de secreção ou desconforto nasal. Em muitos casos, realizar o procedimento 1 a 2 vezes ao dia é suficiente para hidratar a mucosa e prevenir crises. Porém, alguns casos podem exigir maior frequência de uso ³,⁴.
A irrigação nasal com solução salina é segura, simples e bem tolerada, inclusive por crianças, e pode ser feita com jatos, conta-gotas ou dispositivos de alto volume ⁴.
Para prevenção e manutenção, estudos mostram que a lavagem nasal realizada duas vezes ao dia contribui para reduzir os dias de resfriado e prevenir novos episódios, principalmente nas épocas mais frias e secas ⁴.
Em quadros infecciosos ou de rinossinusite, a técnica ajuda a acelerar a recuperação, mas deve respeitar o seu conforto e, caso precise, a orientação do seu médico ²,⁴.
Como fazer lavagem nasal para sinusite?
Você pode realizar a lavagem nasal com opções salinas isotônicas ou hipertônicas, aplicadas com dispositivos que garantem uma pressão suave. A solução pode ser um soro fisiológico 0,9% já pronto ou com sachês para diluição, que devem ser misturados em água filtrada, fervida ou mineral na quantidade indicada ⁴.
Para soluções hipertônicas, usam-se 2 a 3 sachês, segundo recomendação médica ⁴.
Confira abaixo como fazer lavagem nasal para sinusite ⁴.
- Incline o tronco levemente para frente (15º) para facilitar a drenagem da solução;
- Garanta a vedação completa do bico do dispositivo na narina, sem direcioná-lo diretamente ao septo;
- Mantenha sempre pressão suave ao aplicar a solução;
- Abra a boca e respire pela cavidade oral, pois ajuda a elevar o palato e prevenir dor de ouvido;
- Posicione o dispositivo em uma narina, incline a cabeça cerca de 30º para o lado oposto e inicie a liberação da solução (com uso da gravidade ou leve compressão);
- Utilize de 60 a 200 mL em cada narina e repita o processo do outro lado;
- Ao finalizar, seque suavemente as narinas e evite assoar o nariz com força.
Seguindo essas orientações, o procedimento se torna mais seguro, confortável e eficaz no manejo da sinusite.
Leia também: Descubra o que fazer para tratar o excesso de secreção nasal
Como fazer lavagem nasal com seringa?
Você deve usar soro fisiológico pronto ou preparar a solução com sachês diluídos em água filtrada, fervida ou mineral. Depois, o ideal é aplicar o líquido de forma suave e contínua para limpar secreções e aliviar a congestão nasal. A técnica é simples, segura e pode ser feita em casa ³,⁴.
Para aprender como fazer lavagem nasal com seringa, siga o passo a passo ³,⁴:
- Lave bem as mãos antes de começar;
- Prepare o soro conforme indicado (pronto ou diluído);
- Escolha o dispositivo: seringa de 10–20 mL ou frasco de alto volume;
- Incline o tronco para a frente (cerca de 15º) e, se necessário, a cabeça até 30º;
- Respire pela boca durante todo o processo;
- Posicione o bico na narina, vedando-o sem encostar no septo;
- Aplique o líquido com pressão suave e contínua;
- Deixe o soro escorrer pela outra narina ou para a garganta;
- Repita o procedimento na narina oposta;
- Se houver dor ou pressão excessiva, interrompa e ajuste a técnica;
- Seque as narinas delicadamente após o uso;
- Higienize o dispositivo e substitua-o periodicamente.
Por fim, entenda qual solução escolher para fazer a lavagem nasal para sinusite.
Qual solução usar: isotônica x hipertônica?
Depende das suas necessidades e da intensidade dos sintomas. A salina isotônica (0,9%) é a mais utilizada, pois promove limpeza eficiente, hidratação da mucosa e leve descongestão sem causar ardência. E também é indicada para praticamente todas as condições nasossinusais e para uso contínuo devido ao maior conforto ⁴.
Já as soluções hipertônicas (2% ou 3%) tendem a reduzir o edema nasal e aumentar a frequência do batimento ciliar, o que favorece o transporte de secreções e diminui a obstrução. Por isso, são especialmente úteis em quadros de rinite alérgica, rinossinusite aguda, episódios recorrentes e como suporte no pós-operatório nasossinusal ².
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A solução contém cloreto de sódio 0,9% e ajuda a diluir secreções, desobstruir o nariz e promover uma lavagem profunda.
O kit acompanha frasco de aplicação e 30 sachês, indicado para gripes, resfriados, rinite, sinusite e cuidados pós-operatórios ⁵. Pode ser usado diariamente, de 3 a 4 vezes ao dia, até a melhora dos sintomas ⁵.
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Ainda tem dúvidas sobre o tema? Confira algumas respostas rápidas para você entender tudo que precisa!
FAQ
Lavagem nasal realmente ajuda na sinusite?
Sim. A lavagem nasal auxilia a remover secreções espessas, melhorar a ventilação dos seios da face e reduzir o edema da mucosa, diminuindo a congestão e a pressão facial. Também melhora o transporte mucociliar e a eliminação de partículas irritantes, o que ajuda tanto em quadros agudos quanto crônicos ¹-⁴.
Quantas vezes por dia posso fazer a lavagem nasal?
A frequência depende dos sintomas, mas geralmente pode ser realizada de uma a quatro vezes ao dia para hidratar a mucosa, fluidificar o catarro e prevenir crises. Em quadros infecciosos ou congestão intensa, pode ser usada mais vezes, desde que respeitando o conforto individual e orientações médicas ³-⁵.
Como fazer lavagem nasal com seringa? É seguro?
A técnica é segura quando realizada com soro adequado, pressão suave e vedação correta da narina. Deve-se inclinar o tronco e a cabeça, respirar apenas pela boca, aplicar o líquido continuamente e permitir o escoamento natural. A prática ajuda a limpar secreções e aliviar sintomas ³,⁴.
Crianças e gestantes podem fazer lavagem nasal?
A irrigação nasal com solução salina é considerada segura, bem tolerada e amplamente recomendada para crianças e gestantes, desde que realizada com técnica suave, volumes e dispositivos adequados e solução apropriada. O procedimento auxilia na hidratação, na descongestão do nariz e na redução de sintomas respiratórios ²,⁴.
Posso usar água da torneira ou preciso de soro fisiológico? Isotônico ou hipertônico?
A água da torneira não deve ser usada. A lavagem deve ser feita com soro fisiológico pronto ou solução preparada com sachês diluídos em água filtrada, fervida ou mineral. A isotônica oferece maior conforto diário, enquanto a hipertônica reduz edema e melhora a drenagem em sintomas mais intensos ²,⁴.

Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1994, concluiu sua especialização em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo em 1996. Entre 2004 e 2005, ocupou posições de liderança em maternidades e instituições hospitalares, onde consolidou sua experiência em gestão na área da saúde.