Imunidade

Antialérgico que dá sono: como age e quando usar?

Dr. Márcio de Queiroz Elias Publicado em: 01/03/2023 - Atualizado em: 06/03/2026

Muita gente usa antialérgico que dá sono para tentar dormir melhor, mas será que é seguro? Descubra como o medicamento age no corpo e quando usar.

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Se você já tomou um antialérgico e sentiu sono, saiba que não está sozinho nessa. Afinal, muita gente descobre esse efeito colateral e se pergunta: será que dá para usar o antialérgico que dá sono como uma ajudinha extra para dormir bem? ¹

Só que aí entram em cena outras dúvidas: será que é seguro? Tem risco de dependência? Existe antialérgico que não dá sono? E quem precisa combater uma alergia e ainda manter o pique no dia a dia, faz o quê? ¹

A verdade é que tudo tem a ver com a forma como esses medicamentos interagem com a histamina, a substância que está por trás tanto das crises alérgicas quanto da sua sensação de alerta durante o dia ¹.

Neste artigo, você vai descobrir como essa relação funciona na prática, entender os prós e contras e saber se faz sentido usar o antialérgico que dá sono como uma alternativa para noites mais tranquilas. Spoiler: a resposta pode surpreender.

Resumo

  • Antialérgicos são medicamentos que ajudam a tratar sintomas de alergias, como rinite, urticária e dermatites ¹.
  • Esses remédios bloqueiam a ação da histamina, substância responsável por reações alérgicas ¹.
  • Antialérgicos de primeira geração, como a clorfeniramina, atravessam a barreira hematoencefálica e causam sonolência ¹.
  • Já os de segunda geração, como cetirizina e loratadina, têm menos efeitos colaterais e não comprometem a concentração ¹.
  • O antialérgico que dá sono pode afetar a capacidade de dirigir e operar máquinas, assim, requer cuidado redobrado ¹.
  • Não se recomenda usar o antialérgico para rinite como indutor de sono sem orientação médica, devido aos riscos de efeitos adversos ².

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O que são antialérgicos e como agem no corpo?

Os antialérgicos, ou anti-histamínicos, são medicamentos que auxiliam no tratamento de sintomas de doenças alérgicas, como ¹:

  • rinite alérgica;
  • sinusite;
  • dermatites;
  • urticária;
  • conjuntivite alérgica.

Quando o organismo entra em contato com alérgenos, produz histaminas como uma resposta imunológica, o que desencadeia os sintomas de doenças alérgicas ¹.

O anti-histamínico tem a função de reduzir ou interromper a produção de histaminas para o alívio dos sintomas da alergia ¹.

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Antialérgico que dá sono: por que esse efeito acontece?

Antialérgicos de primeira geração bloqueiam a histamina, substância que regula o estado de alerta no cérebro. Ao atravessarem a barreira hematoencefálica, esses medicamentos afetam os receptores do sistema nervoso central, o que reduz a atividade cerebral associada à vigília ¹.

O mecanismo provoca a sonolência, um efeito colateral comum desse tipo de antialérgico para rinite e outras reações ¹.

Quais são os tipos e nomes de antialérgicos?

Os anti-histamínicos são um grupo de medicamentos que evoluíram muito ao longo dos anos, principalmente em relação à eficácia e aos efeitos colaterais ¹.

Atualmente, existem dois tipos de antialérgicos: os de primeira e os de segunda geração ¹.

Antialérgicos de primeira geração

São os primeiros anti-histamínicos que as pesquisas de neurofarmacologia produziram. Os principais nomes de antialérgicos de primeira geração são ¹:

  • difenidramina;
  • tripelenamina;
  • clorfeniramina;
  • prometazina.

Essas substâncias têm em comum a forte presença de efeitos colaterais e, portanto, recebem o nome de antialérgicos sedativos ¹.

Difenidramina

Bloqueia os receptores H1 periféricos e centrais, inibindo a ação da histamina liberada durante reações alérgicas ¹.

Também interage com receptores colinérgicos muscarínicos, o que potencializa seus efeitos sedativos e pode causar boca seca, retenção urinária e visão turva ¹.

A sedação ocorre porque a difenidramina atua nos neurônios do SNC, reduzindo a atividade do sistema reticular ativador ascendente, área cerebral ligada ao estado de vigília ¹.

Tripelenamina

Tem estrutura similar à da etanolamina (grupo de antialérgicos sedativos) e bloqueia receptores H1 no corpo e no cérebro ¹.

Além da ação antialérgica, pode causar depressão do SNC, sonolência e leve efeito anticolinérgico (bloqueio da acetilcolina, neurotransmissor crucial na comunicação entre as células nervosas e outros tecidos do corpo) ¹.

Sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica inibe neurotransmissores excitatórios e diminui a atenção e a capacidade de reação ¹.

Clorfeniramina

É um derivado alquilamínico com ação prolongada e boa penetração no SNC. Ao se ligar aos receptores H1 no cérebro, reduz a liberação de histamina envolvida na regulação do sono e da vigília, o que provoca sonolência ¹.

Sua afinidade com receptores colinérgicos também contribui para efeitos adversos, como sedação, boca seca e constipação ¹.

Prometazina

Além de atuar como antagonista H1, também bloqueia receptores dopaminérgicos e muscarínicos (receptores celulares que regulam funções, como a contração muscular, frequência cardíaca, digestão, emoções e sistema de recompensas) ¹.

A ação no SNC é mais ampla, pois afeta múltiplas vias neurotransmissoras. Sua sedação é intensa porque interfere na transmissão de sinais excitatórios, deprimindo funções cognitivas e motoras ¹.

Os antialérgicos de primeira geração têm facilidade para atingir a barreira hematoencefálica, uma estrutura que protege a passagem de substâncias do sangue para o sistema nervoso central ¹.

Os principais efeitos colaterais são ¹:

  • sonolência;
  • sedação;
  • cansaço;
  • alterações no ciclo vigília do sono;
  • falta de concentração;
  • fadiga.

Ou seja, seus efeitos comprometem a capacidade cognitiva das pessoas que tratam os sintomas de reações alérgicas ¹.

É seguro tomar remédio para alergia de primeira geração?

Apesar do uso frequente, os antialérgicos de primeira geração causam dúvidas sobre a sua segurança ¹.

Atualmente, estudos apontam semelhanças entre os efeitos desse tipo de remédio para alergia e do álcool no sistema nervoso central, como a sensação de ressaca no dia seguinte, depois de consumir essas substâncias ¹.

Devido aos efeitos colaterais que podem prejudicar atividades diárias e oferecer perigo às pessoas que consomem o medicamento, os antialérgicos evoluíram para os de segunda geração após muitas pesquisas ¹.

Antialérgicos de segunda geração

Os antialérgicos de segunda geração são os mais potentes e aliviam os sintomas das doenças alérgicas por mais tempo que seus antecessores ¹.

Além disso, os anti-histamínicos modernos ganharam mais popularidade por apresentarem poucos efeitos colaterais, o que se deve à baixa capacidade de passar pela barreira hematoencefálica ¹.

Os antialérgicos de segunda geração impactam menos as atividades psicomotoras do corpo humano ¹.

No Brasil, é possível encontrar os seguintes antialérgicos desse tipo ¹:

  • cetirizina;
  • ebastina;
  • epinastina;
  • rupatadina.

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Como tomar remédio para alergia?

Agora que você sabe o tipo de antialérgico que dá sono, deve consumi-lo com muita consciência e evitar dirigir veículos ou operar máquinas. Afinal, sua atividade psicomotora pode sofrer alterações ¹.

Os antialérgicos de segunda geração, no entanto, têm alta duração e são muito eficientes. Recomenda-se 1 ou 2 comprimidos diários, a não ser para o tratamento de urticária, que pode dobrar ou quadruplicar as doses em casos mais difíceis de controlar ¹.

Ademais, causam menos sedação e não comprometem as atividades psicomotoras ¹.

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Pode tomar antialérgicos para dormir?

Não há evidência de que os anti-histamínicos melhorem o sono. Este é um efeito colateral, um fator individual. Além disso, pode haver sedação no dia seguinte e algumas pessoas podem apresentar as seguintes consequências ²:

  • diminuição do tempo de reação de futuras dosagens;
  • redução da capacidade cognitiva;
  • delírio;
  • alterações visuais;
  • dificuldade para urinar. 

Portanto, o ideal é consultar um médico, que pode receitar medicamentos apropriados para distúrbios do sono ².

Qual é o antialérgico para rinite que não dá sono?

As principais opções de antialérgicos para rinite não sedativos são a cetirizina e a loratadina 3, 4.

Outras alternativas de antialérgicos que não dão sono são a desloratadina, a fexofenadina e a levocetirizina. A seguir, explicamos detalhadamente cada uma dessas substâncias 5.

Desloratadina

É um metabólito ativo da loratadina, com ação mais prolongada. Bloqueia seletivamente os receptores H1 da histamina, substância responsável por sintomas alérgicos, como coceira, espirros e coriza 5.

Por ser altamente seletiva e não atravessar facilmente a barreira hematoencefálica, tem baixo potencial sedativo. É indicada em casos de rinite alérgica e urticária 5.

Fexofenadina

Derivada da terfenadina, é considerada uma das substâncias com menor efeito sedativo na classe dos anti-histamínicos 5.

Atua também como antagonista dos receptores H1, reduzindo os sintomas alérgicos sem afetar significativamente o sistema nervoso central. É comumente usada em rinite alérgica e urticária crônica 5.

Levocetirizina

Com mais afinidade pelos receptores H1, sua ação é mais potente e prolongada. Embora tenha perfil de segunda geração, pode causar sonolência em algumas pessoas, mas em menor grau que os de primeira geração 5.

É indicada para rinite alérgica e urticária idiopática crônica 5.

Cetirizina

Considerada uma substância de transição entre primeira e segunda geração, tem ação anti-histamínica eficaz e seletiva 5.

Em doses habituais, atravessa parcialmente a barreira hematoencefálica, o que significa que pode provocar leve sonolência em algumas pessoas. É utilizada em casos de alergias respiratórias e cutâneas 5.

Loratadina

Anti-histamínico clássico de segunda geração, a Loratadina genérico inibe seletivamente os receptores H1 periféricos. Tem baixo potencial de sedação justamente porque não atinge o sistema nervoso central de forma significativa 5.

É indicada para aliviar sintomas de rinite alérgica, conjuntivite alérgica e urticária 5.

Essas substâncias são preferidas quando se busca controle dos sintomas alérgicos sem comprometer o estado de alerta 5.

A seguir, entenda para que serve Histamin, um antialérgico que dá sono.

Para que serve o medicamento Histamin?

O medicamento Histamin serve para aliviar sintomas de diferentes tipos de alergias. O medicamento contribui para o tratamento de dermatite de contato e atópica, rinite vasomotora, angioedema, urticária, pruridos anais, vulvares e de origem inespecífica, além da febre do feno 6.

Seu princípio ativo, o maleato de dexclorfeniramina, bloqueia a ação da histamina, uma substância que o organismo libera em resposta a alergias. Assim, reduz sintomas, como coceira, espirros, coriza e olhos lacrimejantes 6.

O medicamento está disponível nas formas de comprimido, xarope e creme 6.

Por que o Histamin dá sono?

O Histamin é um antialérgico que dá sono porque pertence à classe dos anti-histamínicos de primeira geração. Esse tipo de medicamento atravessa a barreira hematoencefálica e atua diretamente no sistema nervoso central, com o bloqueio dos receptores de histamina no cérebro 6.

Como resultado, além de aliviar os sintomas da alergia, causa sedação. Portanto, é comum sentir sonolência após o uso – um efeito que pode durar até 48 horas, conforme a dose e a sensibilidade de cada pessoa 6.

Se você sofre com alergias, como rinite, urticária ou dermatite, acesse e confira todos os detalhes sobre Histamin. Embora seja um antialérgico que dá sono, é uma opção eficaz para o alívio dos sintomas.

Neo Loratadin dá sono?

Diferente do Histamin, que contém maleato de dexclorfeniramina e pode causar sonolência, o Neo Loratadin é um antialérgico cuja substância ativa é a loratadina, conhecida por ter baixa probabilidade de provocar esse efeito colateral 7.

A loratadina é um anti-histamínico de segunda geração que bloqueia a histamina no organismo sem atravessar com facilidade a barreira hematoencefálica, estrutura que protege o cérebro, o que reduz significativamente o risco de sedação 7.

Por isso, não é possível afirmar que o Neo Loratadin dá sono. O medicamento é geralmente bem tolerado e recomendado para quem precisa aliviar sintomas alérgicos, como rinite, urticária e coceiras, sem interferir nas atividades diárias 7.

Já o Histamin, por ser um anti-histamínico de primeira geração, tem maior chance de causar sonolência e sensação de moleza 6.

Assim, a escolha entre um e outro depende do perfil do paciente e da intensidade dos sintomas. Ainda assim, qualquer medicamento deve ser usado com orientação médica, especialmente em tratamentos contínuos 7.

Maleato de dexclorfeniramina + betametasona dá sono?

Sim, a combinação de maleato de dexclorfeniramina + betametasona dá sono. Esse composto é um anti-histamínico de primeira geração com ação sedativa, pois atravessa facilmente a barreira hematoencefálica e atua no sistema nervoso central, provocando sonolência, sensação de cansaço e lentidão nos reflexos 1,3.

A betametasona é um corticosteroide com ação anti-inflamatória e antialérgica, que, isoladamente, não costuma causar sono, mas pode provocar outros efeitos, como insônia ou agitação, a depender da sensibilidade individual e da dose 1,3.

Quando usados juntos, esses dois princípios ativos são indicados para tratar alergias mais intensas, como dermatites, rinite alérgica severa ou inflamações respiratórias com componente alérgico 1,3.

Apesar de eficaz, essa combinação deve ser usada com cautela, especialmente em atividades que exigem atenção, como dirigir. A recomendação médica é fundamental para definir a duração e a dose segura do tratamento 1,3.

Grávida pode tomar antialérgico?

O uso de antialérgico que não dá sono durante a gravidez deve ser feito com cautela e sempre com orientação médica. Algumas substâncias, como a loratadina e a cetirizina, são consideradas relativamente seguras a partir do segundo trimestre, mas não estão isentas de riscos 6.

O principal cuidado é evitar medicamentos durante o primeiro trimestre, fase crítica do desenvolvimento fetal. Anti-histamínicos de primeira geração, como a dexclorfeniramina, podem atravessar a barreira placentária e causar sonolência tanto na gestante quanto no feto, além de efeitos colaterais, como retenção urinária e boca seca 6.

Já os de segunda geração, por terem menor penetração no sistema nervoso central, tendem a ter um perfil de segurança mais favorável, mas ainda assim não devem ser usados sem prescrição 6.

O ideal é consultar um médico antes de tomar qualquer medicamento, inclusive antialérgicos, para que se avalie o risco-benefício conforme a gravidade dos sintomas alérgicos 6.

FAQ

Quanto tempo depois de tomar antialérgico pode beber?

Beber álcool após tomar antialérgico exige cautela. A recomendação geral é esperar pelo menos 24 horas, especialmente para antialérgicos de primeira geração 5.

O álcool pode intensificar a sonolência e outros efeitos colaterais. Consultar um médico ou farmacêutico ajuda a determinar o intervalo seguro 5.

Qual antialérgico que dá sono?

O antialérgico que dá sono é um de primeira geração, como difenidramina, clorfeniramina, prometazina e Histamin. Esses medicamentos atravessam a barreira hematoencefálica e interferem nos receptores da histamina no sistema nervoso central, o que causa sonolência 1, 6.

 Assim, popularmente, recebem o nome de antialérgicos sedativos e seu uso pode afetar a concentração, provocar cansaço e gerar sensação de ressaca no dia seguinte. Embora algumas pessoas usem esses remédios para dormir, não se recomenda a prática sem orientação médica ¹.

Qual antialérgico infantil que dá sono?

Um antialérgico infantil que dá sono costuma ser de primeira geração, como o Histamin, do Neo Química Laboratório, em versão xarope. Recomenda-se para crianças a partir dos 2 anos 6.

Porém, pode causar sonolência como efeito colateral, devido à sua ação no sistema nervoso central 6.

Para crianças entre 2 e 6 anos, a dose é de 1,25 mL três vezes ao dia, com o limite máximo de 7,5 mL por dia. Antes de administrar qualquer antialérgico, é fundamental consultar um pediatra para garantir segurança e eficácia no tratamento 6.

Quais os melhores antialérgicos?

A definição de quais os melhores antialérgicos depende do quadro clínico, da idade do paciente e da necessidade de evitar ou não a sonolência. Para quem busca alívio dos sintomas alérgicos sem sedação, os de segunda geração, como cetirizina, loratadina, desloratadina ou fexofenadina, são ideais ¹.

Já para casos em que o efeito sedativo pode ser benéfico, como no alívio de coceiras noturnas ou dificuldade para dormir devido a alergias, os de primeira geração, como Histamin, podem ser úteis. Sempre siga orientação médica para escolher a melhor opção para seu caso 1, 6.

Quem não pode tomar Histamin?

Histamin, que contém maleato de dexclorfeniramina, é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade a esse componente ou a outros anti-histamínicos do mesmo grupo. Também não deve ser utilizado por pacientes com glaucoma de ângulo fechado, retenção urinária, úlcera péptica com obstrução, hipertrofia da próstata ou obstrução do colo vesical 6.

Crianças menores de 2 anos, gestantes e lactantes devem evitar o uso, salvo sob estrita recomendação médica. Além disso, por causar sonolência, Histamin deve ser evitado por pessoas que precisam manter atenção constante, como motoristas ou operadores de máquinas 6.

É importante informar ao médico sobre outras condições de saúde ou medicamentos em uso, pois a dexclorfeniramina pode interagir com sedativos, álcool e antidepressivos tricíclicos, potencializando os efeitos no sistema nervoso central 6.

Qual antialérgico é bom para poeira?

A alergia à poeira geralmente está relacionada à presença de ácaros e provoca sintomas respiratórios, como espirros, coriza, congestão nasal e coceira nos olhos. Antialérgicos que bloqueiam a ação da histamina ajudam a aliviar esses sintomas 5.

Anti-histamínicos de segunda geração, como loratadina, cetirizina, desloratadina ou fexofenadina, costumam ser os mais indicados nesse caso por oferecerem alívio eficaz com menor risco de sonolência, permitindo o uso durante o dia 5.

Ainda assim, a escolha do medicamento deve ser orientada por um profissional de saúde, levando em conta a intensidade dos sintomas, a frequência das crises e possíveis comorbidades 5.

Loratadina genérico é bom?

Sim, a loratadina genérica é considerada eficaz, desde que registrada na Anvisa e fabricada conforme os padrões de qualidade exigidos. Os medicamentos genéricos passam por testes de bioequivalência que comprovam a presença do mesmo princípio ativo, dose, forma farmacêutica, segurança e eficácia terapêutica que os medicamentos de referência 4.

A principal diferença costuma estar no preço e na marca. Portanto, o genérico de loratadina deve produzir os mesmos efeitos antialérgicos da versão de referência, com alívio dos sintomas, como espirros, coriza e coceira, especialmente em quadros de rinite e urticária 4.

Como identificar a alergia?

A alergia se manifesta por reações exageradas do sistema imunológico a substâncias inofensivas para a maioria das pessoas, como poeira, pólen, alimentos ou medicamentos. Os sintomas mais comuns incluem espirros, coriza, coceira nos olhos, manchas vermelhas na pele, inchaço, falta de ar ou tosse persistente ¹.

Para identificar a origem da alergia, o ideal é consultar um alergista, que poderá solicitar exames específicos, como testes cutâneos (prick test) ou dosagens de IgE no sangue ¹.

Observar quando e onde os sintomas ocorrem também ajuda a mapear possíveis gatilhos, como locais empoeirados, contato com animais ou ingestão de certos alimentos ¹.

 

Histamin. Maleato de dexclorfeniramina. Registro M.S. nº 1.5584.0276 Farm. Responsável: Roberta Costa e Sousa Rezende - CRF-GO nº 5.185. Siga corretamente o modo de usar, não desaparecendo os sintomas procure orientação médica. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Agosto/2025.

Neo Loratadin. Loratadina. Indicações: alívio dos sintomas associados com a rinite alérgica, como: coceira nasal, coriza, espirros, ardor e coceira nos olhos. Também é indicado para o alívio dos sinais e sintomas da urticária e de outras alergias da pele. MS 1.5584.0576. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Agosto/2025.

Maleato de dexclorfeniramina. Indicações: tratamento da alergia, prurido, rinite alérgica, urticária, picada de inseto, conjuntivite alérgica, dermatite atópica e eczemas alérgicos. MS 1.5584.0276. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Agosto/2025. Medicamento Referência: Polaramine. Medicamento Genérico - Lei nº 9.787/99.

Vitamina Neo Química A-Z. Princípio Ativo: Vitamina B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12, A, C, D, Ferro, Manganês e Zinco. Este produto contém glúten. Registro MS: N/A.

Sobre o autor

Dr. Márcio de Queiroz Elias

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1994, concluiu sua especialização em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo em 1996. Entre 2004 e 2005, ocupou posições de liderança em maternidades e instituições hospitalares, onde consolidou sua experiência em gestão na área da saúde.

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