Saúde

Fadiga muscular: causas, sintomas e dicas práticas para aliviar

Dr. Márcio de Queiroz Elias Publicado em: 28/01/2026 - Atualizado em: 28/01/2026

Descubra o que é a fadiga muscular, suas principais causas e sintomas, além das formas de aliviar o quadro para recuperar a disposição e o bem-estar.

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Sentir cansaço no fim do dia é normal. Porém, se for excessivo e constante, pode ser sinal de fadiga muscular. E essa condição pode ser simplesmente necessidade de descanso ou indicar a presença de estresse ou doenças, como anemia, diabetes e alteração na tireoide ¹.

Ao identificar o cansaço frequente, é aconselhado observar se existem outros sintomas e buscar auxílio médico para iniciar o tratamento adequado, especialmente se uma boa noite de sono não ajudar você a se recuperar ¹,².

Ou seja, todo mundo se sente cansado de vez em quando, mas a fadiga vai além: é um esgotamento que atrapalha tarefas simples do dia a dia.

Quer entender melhor o que é fadiga muscular, como reconhecer seus sinais e o que fazer para aliviar? Continue a leitura!

Resumo

  • A fadiga muscular acontece quando o músculo perde eficiência para contrair e gerar força, e pode se associar a multifatores, como esforço intenso, doenças crônicas, deficiências nutricionais ou distúrbios hormonais ¹-⁵.
  • Suas causas vão desde diabetes, anemia, alterações na tireoide, fibromialgia, doenças cardíacas e autoimunes até fatores como estresse, má alimentação, sedentarismo, distúrbios do sono e uso de certos medicamentos ¹⁻⁵.
  • Os sintomas variam entre dor e fraqueza muscular, peso nos membros, cansaço generalizado, irritabilidade, dificuldade de concentração, ansiedade e até sinais depressivos que reduzem a qualidade de vida ⁵.
  • O diagnóstico requer avaliação médica com exames físicos e laboratoriais, enquanto a prevenção e o alívio envolvem sono reparador, hidratação, dieta equilibrada, exercícios moderados, suplementação adequada e manejo do estresse ²⁻⁵.

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O que é fadiga muscular?

A fadiga muscular ocorre quando um músculo perde a capacidade de se contrair de forma eficiente após um período de esforço prolongado. Em termos simples, trata-se de uma redução momentânea na capacidade de realizar ações físicas, causada pelo declínio na produção de força ³.

Portanto, significa o aumento da dificuldade em exercer força, a redução da velocidade de contração e a queda no desempenho físico ².

Além do déficit motor, a fadiga também pode envolver percepção subjetiva de esforço ou até impactos na função mental. Assim, se não tratada, pode contribuir para problemas secundários, como Síndrome da Fadiga Crônica, overtraining (excesso de exercícios físicos) e distúrbios endócrinos e imunológicos ³,⁴.

De modo geral, existem dois tipos principais: a fadiga aguda, aliviada com repouso, e a fadiga crônica, persistente e não resolvida com descanso ⁴.

Quais são as causas da fadiga muscular?

A fadiga não é apenas consequência de esforço físico. Também pode indicar doenças, distúrbios do sono, deficiências nutricionais, problemas hormonais ou até efeitos colaterais de medicamentos. Logo, pode ter múltiplos fatores, desde condições clínicas específicas até hábitos de vida ¹-⁵.

Em geral, ocorre quando o corpo não consegue produzir ou distribuir energia de forma adequada, o que compromete a contração muscular e provoca sensação de cansaço persistente ¹-⁵.

E compreender essas origens é essencial para buscar o diagnóstico e o tratamento adequados. Isso porque algumas causas exigem acompanhamento médico imediato, enquanto outras podem ser controladas com mudanças no estilo de vida.

A seguir, conheça as principais causas da fadiga muscular e qual pode se associar ao seu caso.

Condições clínicas e doenças crônicas

  • Diabetes ¹;
  • Anemia ¹;
  • Doenças cardíacas e pulmonares, como arritmia, insuficiência cardíaca e enfisema ¹,⁵;
  • Fibromialgia ¹,⁵;
  • Infecções, como gripes, resfriados, mononucleose, HIV, COVID-19, pneumonia, Doença de Lyme ¹,⁵;
  • Doenças autoimunes, como lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatoide, Síndrome de Sjögren e miastenia gravis ⁵;
  • Câncer ⁵;
  • Síndrome da Fadiga Crônica (SFC) ⁵;
  • Doença renal crônica ⁵.

Distúrbios hormonais e metabólicos

  • Alterações na tireoide ¹,⁵;
  • Desequilíbrios endócrinos ⁵;
  • Deficiências nutricionais, como ferro, magnésio, cálcio, vitamina D e vitamina B12 ⁵;
  • Desidratação ⁵.

Distúrbios do sono e saúde mental

  • Apneia do sono ¹,⁵;
  • Insônia, narcolepsia e distúrbio do sono por turnos ⁵;
  • Depressão ¹,⁵;
  • Ansiedade, estresse ou TEPT (Transtorno do Estresse Pós-Traumático) ⁵.

Hábitos de vida e fatores externos

  • Prática intensa ou inadequada de exercícios físicos ²,⁴;
  • Estilo de vida sedentário, má alimentação, uso de álcool ou drogas e/ou jet lag ⁵;
  • Problemas de peso e transtornos alimentares, como anorexia, bulimia, obesidade e baixo peso ⁵.

Medicamentos e tratamentos

  • Uso de benzodiazepínicos, sedativos, antipsicóticos, ansiolíticos, opioides, betabloqueadores ⁵;
  • Consumo de certos anti-histamínicos ⁵;
  • Realização de quimioterapia ou transplante de medula óssea ⁵.

Devido à variedade de causas, é comum que nem todas as pessoas sintam os mesmos sintomas, mas, de todo modo, existem sinais que podem indicar alterações no organismo.

Leia também: Como ter mais energia e disposição durante o dia?

Quais são os sintomas da fadiga muscular?

Os sintomas da fadiga muscular não são iguais para todos, mas existem manifestações frequentes que servem de alerta. Em geral, a condição afeta tanto o corpo quanto a mente e, por isso, compromete o desempenho nas tarefas cotidianas e a qualidade de vida ⁵.

No aspecto físico, é comum sentir fraqueza no corpo e dor muscular, que podem acompanhar uma sensação de peso nas pernas e ombros rígidos ⁵.

Muitas pessoas relatam também cansaço generalizado, como se todo o corpo estivesse sem energia. Em alguns casos, os olhos parecem cansados, o que dificulta a concentração em atividades simples ⁵.

Já no campo mental e emocional, surgem sinais, como dificuldade de foco, baixa motivação, irritabilidade, ansiedade e até sintomas depressivos, que reduzem o interesse por atividades que antes eram prazerosas ⁵.

Essa combinação de fatores físicos e emocionais pode gerar impaciência, mal-estar e até a sensação de estar constantemente “no limite” ou sobrecarregado ⁵.

Cabe destacar que reconhecer esses sintomas é essencial para diferenciar a fadiga passageira, causada por esforço ou falta de descanso, daquela que pode indicar um problema de saúde mais sério ⁵.

Como diagnosticar a fadiga muscular?

O diagnóstico envolve uma avaliação detalhada por profissionais, como clínico geral, endocrinologista, cardiologista ou reumatologista, conforme os sintomas apresentados. O médico costuma investigar o histórico de saúde, hábitos de vida e uso de medicamentos ⁵.

Além do exame físico, pode solicitar exames de sangue para checar hormônios, vitaminas, glicemia, gestação e hemograma, além de testes de urina ⁵. Em alguns casos, avaliações específicas, como polissonografia ou eletrocardiograma, ajudam a identificar causas associadas ao cansaço persistente ⁵.

O que é bom para fadiga muscular?

Em alguns casos de fadiga, apenas o descanso reparador, boas noites de sono e momentos de pausa já trazem alívio. Em outros, pode ser necessário investigar com exames e acompanhamento médico para descartar doenças, como anemia, diabetes ou distúrbios hormonais ¹,⁵.

Além disso, existem estratégias complementares. Suplementos vitamínicos e minerais, como ferro, vitamina B12, magnésio e vitamina D, podem ajudar quando há deficiência comprovada ⁴.

Alguns recursos naturais, como ginseng e rhodiola rosea, também se destacam como alternativas de suporte. Já produtos estimulantes, como a cafeína, podem melhorar temporariamente o desempenho, mas você deve usá-los com cautela ⁴.

De todo modo, a resposta do que é bom para fadiga muscular está no equilíbrio: combinar cuidados médicos, alimentação adequada, movimento regular e manejo do estresse pode transformar a disposição no dia a dia.

Veja recomendações de especialistas para lidar com a fadiga aguda e aliviar os sintomas da crônica ⁵.

  1. Durma bem: estabeleça horários fixos para dormir e priorize entre 7 a 9 horas de sono;
  2. Hidrate-se: beba bastante água ao longo do dia;
  3. Alimente-se melhor: consuma refeições balanceadas e ricas em nutrientes;
  4. Mexa-se: pratique exercícios regularmente, sem exagerar;
  5. Controle o estresse: inclua práticas relaxantes, como meditação ou yoga;
  6. Evite excessos: reduza o consumo de álcool e cigarro e evite ingerir cafeína em excesso;
  7. Converse com seu médico: investigue causas ocultas e ajuste medicamentos, se necessário.

Procure um profissional de saúde se a fadiga dificultar a realização das tarefas do dia a dia, surgir de forma repentina, vier acompanhada de perda rápida de peso ou se você tiver mais de 65 anos ⁵.

Saiba mais: Vitamina para dar disposição: como amenizar o cansaço?

Como prevenir a fadiga dos músculos?

A prevenção da fadiga muscular começa com hábitos equilibrados no dia a dia. Dormir bem, manter uma alimentação nutritiva e praticar exercícios regulares, sempre com respeito aos limites do corpo, são estratégias fundamentais para garantir energia e desempenho físico adequados. Além disso, a hidratação correta ajuda a evitar cãibras e desconfortos durante os treinos ou as atividades intensas ¹,,⁵.

No campo nutricional, alguns minerais desempenham papel essencial na contração muscular. O magnésio, por exemplo, participa de processos bioquímicos que regulam o funcionamento das fibras musculares e, quando em baixa, pode provocar alterações, como cãibras, fraqueza e até mais propensão ao cansaço excessivo ².

Para manter os níveis adequados desse nutriente, uma boa alternativa é a suplementação. O Magnésio Neo Química 60 comprimidos, por exemplo, é um suplemento alimentar que auxilia no funcionamento muscular e neuromuscular, prático para consumo diário e livre de açúcares ⁶.

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Sobre o autor

Dr. Márcio de Queiroz Elias

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1994, concluiu sua especialização em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo em 1996. Entre 2004 e 2005, ocupou posições de liderança em maternidades e instituições hospitalares, onde consolidou sua experiência em gestão na área da saúde.

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